O dia era 4, o mês era Julho, o ano, 1862, criava-se uma
história “Sem pé nem cabeça” de uma menininha chamada Alice que seguia um
coelho branco e ia parar num mundo muito doido com pessoas doidas, você conhece
essa história, todos conhecem Alice no País das Maravilhas do autor Inglês
Lewis Carroll e quem não conhece (em que mundo você vive?)Bem, vale a pena
conhecer, foi num 4 de julho como hoje que a história surgiu durante um passeio
de barco, Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll era um pseudônimo) era
professor de matemática em Oxford e ele sempre levava as filhas de seu patrão para dar um passeio de barco e foi numa ocasião como essa
que as meninas (dentre elas, uma chamada Alice) pediram que para ele contasse
uma história, ele contou, e Alice depois, pediu para que ele registrasse, ele
registrou e cá temos nós hoje esse belíssimo livro, como Carroll sempre contava
histórias para as meninas mas apenas essa ele escreveu, eu fico imaginando que
outros contos absurdos teria ele inventado naqueles tempos, Então sim, obrigado
Alice, mas eu também gosto de Caça ao Turpente, vamos ao que eu preparei para
hoje, começando com minha versão de “A Tarde Dourada” poema introdutório do
livro, SIIIM ELA VAI NO BARCO!! (É claro que as charges do meu queridíssimo
amigo Onztezzo Malta para aquela reportagem me serviram de inspiração)
Ela vai no
meu Barco
(versão
para “Tarde Dourada” de Lewis Carroll)
Ela vai no meu barco
No remanso da tarde
No ouro do céu
No rio e ao léu
Ela está à vontade
Ela vai no meu barco
E mais duas, são três
Elas pedem uma história
E sem raiva notória
Engolem “Era uma vez...”
Ela vai no meu Barco
A primeira é lembrada
A terceira fascina
Mas nem imagina
Que a segunda é amada
Ela vai no meu barco
Descanso e ignoro
Teço a ela meus
sonhos
De elos medonhos
E encantos sonoros
Ela vai no meu barco
E controla meu tempo
Estica minh’ oras
Determina, a senhora
Qual é o momento
Ela vai no meu barco
Bordei o seu conto
O ouro decai
Com a tarde se vai
A ela está pronto
Ela foi no meu barco
A amei sem fim
Coloquei na sua prosa
A última rosa
Que entreguei de mim
Ela vai no meu barco
E controla meu tempo
Estica minh’ oras
Determina, a senhora
Qual é o momento
Ela vai no meu barco
Bordei o seu conto
O ouro decai
Com a tarde se vai
A ela está pronto
Ela foi no meu barco
A amei sem fim
Coloquei na sua prosa
A última rosa
Que entreguei de mim
É 4 de JUUUULHOOOOO!!!! E eu levo essa data muito a sério, como
infelizmente eu não estou comemorando um carrollsday lá em Minas Gerias ou em
Oxford, estou aqui escrevendo para leitores imaginários, por que o importante é
não deixar a data passar em branco, eu errei muito não publicando tudo o que eu
queria e devia e foi por pura preguiça, mas agora eu prometo que não fico um
mês sem publicar algo, ok? Continuemos com a programação, todo mundo sabe que
Alice quer dizer alguma coisa, ou todo mundo sabe que todo mundo quer saber o
que Alice quer dizer, para mim a grande moral escondida no livro (que apesar de
aparentar ser uma história sem moral, ela tem uma moral sim) é: CONTROLE-SE!
Essa, meus amiguinhos, é a grande moral, mas isso é o que eu penso, e se (ai
Meu Deus, a doença do mundo do E SE) cada capítulo do livro quisesse nos dar
uma lição, pois sim, vamos ver que sentido teria o primeiro de seus capítulos
sob a ótica potencialistadesse mundo maniqueísta:
I
O bueiro
Vocês lembram daquela menina que se entediou naquela festa e foi
embora sozinha a noite? Ah, que se dane! é noite e Alice , sim, Alicinha, Alice
Max, esta voltando para casa sozinha, a rua é deserta, ou nem tanto, cheia de
lobos-maus e pessoas más intencionadas, estamos no século 21, em uma cidade
grande, ela precisa recorrer uma longa distância para chegar até seu ponto, ela
não esta com medo, nunca esteve, mas uma coisa terrivelmente estúpida precisa
acontecer para que ela olhe para baixo, como seu salto quebrar e ela ter que se
abaixar para tirar o sapato, e ao olhar para baixo, vê no reflexo de uma poça
dágua um coelho usando uma camisa polo vermelha, ele parece muito assustado,
ela imediatamente olha para ele e o que mais chama sua atenção é o fato dele
estar mexendo num celular muito nervoso
-Está sem área?- pergunta ela querendo iniciar um diálogo com o bicho
que medonhamente está de pé como um humano e tem mãos em vez de patas
-Eu preciso cair fora daqui, eles estão atrás de mim!!
-Eles quem?- Alice sempre foi mais curiosa do que devia
-Eu não sei, essa gente tem ranço de vermelho, parece até um bando
de touros
-A é, verdade, bem, se quiser ligar para alguém toma o meu celular-
Alice também sempre foi muito prestativa e empresta o celular para o coelho que
pega e sai correndo
-EEEEEIII VOLTA AQUI!!- e lá vai Alice atrás do coelho que corre
tão rápido quanto um coelho até que a moça não vê e bate com a cara num poste,
ela então começa a pensar um pouco o que havia acontecido.. Ela viu um coelho?
Bem, até aí nada de mais, quer dizer, é incomum ver coelhos naquela região,
ainda mais um coelho de camisa polo, peraí, o coelho estava vestido? Ela
começou a pensar isso por que certamente nenhum policial acreditaria nessa
história, ela fora roubada por um coelho... um coelho estava vestido.. quem
vestiria um coelho? Ela já viu gente vestir gatos mas coelhos? e se fosse só
isso.. O coelho falou com ela! Estava com um celular! E tinha mãos de gente!!
Isso era um absurdo, ela viu o absurdo, um coelho a roubar, logo ela?! Alice
Max, ué? Tinha usado drogas na festa? Não, ela recusou todas, não por que fosse
uma boa garota, mas por que os livros eram o suficiente como alucinógenos, ela
havia bebido? Não, não gostava do gosto do Álcool, que ela havia feito para
ficar louca a ponto de ver um coelho vestido e falante? Será que era o sono?
Quanto mais ela refletia sobre aquilo, mas ela ficava nervosa, por que ela não
achou estranho na hora? Ela já estava escrevendo um livro com mil teorias que
ela havia inventado para aquela situação quando viu o coelho novamente com seu
celular descendo um bueiro e ela foi atrás e antes que sua consciência a
alertasse de novo sobre o absurdo da situação ela disse pra si mesma
-Há absurdos inaceitáveis! Como ser roubada por um coelho!!- e ela
caiu, e atravessou a terra.
Bem pessoal, é isso, sim, eu vou arrumar essa fonte já que não deu e não, não estou triste por não estar comendo pão de queijo DE NOVO, apesar de amar a iguaria, me apegar a uma ocasião como foi o carrollsday em MG como vcs podem ler como foi aqui, seria como sofrer toda vez que isso não se repetisse, igualzinho ao Carroll com sua amada "Tarde Dourada", emfim, espero que não tenham se ofendido com nada que eu escrevi hoje, e Feliz 4 De Julho!!
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